Literatura de cordel no Território do Sisal: cultura popular, identidade e potência decolonial do lugar
Palavras-chave
Resumo
Este estudo apresenta reflexões que partem do global ao local, com objetivo de analisar a literatura de cordel no Território do Sisal como expressão da cultura popular, compreendendo sua contribuição para a construção da identidade cultural e para a afirmação da potência decolonial do lugar. Nessa perspectiva, foram utilizados como fundamentação teórica principal as pesquisa de Aníbal Quijano (2005), ao discutir a colonialidade como estrutura persistente de dominação; com Walter Mignolo (2008), ao tratar da opção decolonial e da crítica à hegemonia epistêmica ocidental; e com Enrique Dussel (1993), ao propor uma filosofia da libertação centrada nos sujeitos historicamente marginalizados, Geertz (2008) ao refletir sobre a interpretação das Culturas, Freire (1993) abordando sobre a cultura popular e Meneses ( 2019) sobre o cordel enquanto patrimônio Cultural. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico, uma vez que se fundamenta na interpretação e análise de produções teóricas já publicadas, privilegiando a compreensão dos sentidos atribuídos ao fenômeno estudado A literatura de Cordel é saber popular de forte resistência e por isso pensar em uma Educação para as classes populares, que seja libertadora, para construir outros horizontes, configura-se como uma forma singular de protagonismo dos sujeitos do campo principalmente no Território do Sisal. É uma das possibilidades de promover um terreno sólido e favorável, que tenha sentidos e que contribua para uma formação humana e mais completa. Além disso, esta pesquisa reforça o potencial do lugar, enquanto espaço de construção significativa que carrega memórias, identidades, que precisam ser contextualizadas.
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Referências
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